Voltar ao Autocuidado
Artigo
Stress

Tipos de psicoterapia: guia completo de TCC, DBT e ACT

Comparamos as principais abordagens de psicoterapia, como a terapia cognitivo-comportamental (TCC), a terapia comportamental dialética (DBT) e a terapia de aceitação e compromisso (ACT).

Tempo de leitura 15minViews 2010 de dezembro de 2024
Ad

Introdução

Muita gente quer fazer psicoterapia, mas não sabe qual tipo de terapia combina com ela. Existem várias abordagens, e cada uma tem suas vantagens e um público para o qual é mais indicada. Neste artigo, focamos nas principais abordagens da psicoterapia moderna — a terapia cognitivo-comportamental (TCC), a terapia comportamental dialética (DBT) e a terapia de aceitação e compromisso (ACT) — e explicamos de forma simples as características de cada uma, os sintomas para os quais são indicadas e suas diferenças.

Pontos principais

Terapia cognitivo-comportamental (TCC)

Criada por Aaron Beck, a TCC se baseia na premissa de que "os pensamentos influenciam as emoções e o comportamento". O ponto central é reconhecer e corrigir padrões de pensamento distorcidos, e ela é altamente eficaz para depressão, transtornos de ansiedade, transtorno do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo e outros. Normalmente é conduzida como um programa estruturado de 12 a 20 sessões. Tem tantas evidências de eficácia que é chamada de "a psicoterapia mais pesquisada".

Terapia comportamental dialética (DBT)

Desenvolvida por Marsha Linehan para tratar o transtorno de personalidade borderline, a DBT enfatiza o equilíbrio entre aceitação e mudança. São ensinados quatro conjuntos de habilidades: mindfulness, efetividade interpessoal, regulação emocional e tolerância ao mal-estar. É especialmente eficaz para quem tem dificuldade de regular as emoções, tem impulsos de autolesão ou enfrenta problemas repetidos nos relacionamentos.

Terapia de aceitação e compromisso (ACT)

Desenvolvida por Steven Hayes, a ACT foca menos em mudar os pensamentos negativos e mais em mudar a relação que temos com eles. Ela ajuda a aumentar a flexibilidade psicológica para que a pessoa possa agir de acordo com seus valores. É aplicada em diversas áreas, como dor crônica, ansiedade, depressão e estresse no trabalho.

Evidências científicas

A eficácia da TCC foi comprovada em mais de 300 ensaios clínicos randomizados (ECRs). A DBT mostrou reduzir em mais de 50% os comportamentos de autolesão no transtorno de personalidade borderline (Linehan et al., 2006). A ACT apresentou efeito equivalente ao da TCC no manejo da dor crônica, e alguns estudos mostraram resultados ainda melhores na melhoria da qualidade de vida.

Como colocar em prática

  1. Organize seus principais sintomas e preocupações e converse com um terapeuta sobre a abordagem mais adequada.
  2. Use o "registro de pensamentos" da TCC para anotar e revisar pensamentos negativos no dia a dia.
  3. Pratique as habilidades de mindfulness da DBT por 5 minutos todos os dias.
  4. Preencha a "bússola de valores" da ACT para deixar claro o que é mais importante na sua vida.

Aplicando no dia a dia

Perguntar a si mesmo "Esse pensamento é um fato ou é a minha interpretação?" quando surgem pensamentos negativos é uma técnica da TCC. Observar uma emoção forte perguntando "Qual é o nome dessa emoção?" é uma técnica usada tanto na DBT quanto na ACT.

Cuidados

  • Na psicoterapia, a relação com o terapeuta é muito importante. Se não houver sintonia na primeira sessão, tudo bem procurar outro profissional.
  • A aplicação por conta própria tem limites; se os sintomas forem graves, faça isso com o acompanhamento de um profissional.
  • No início do tratamento, os sintomas podem piorar temporariamente, e isso é uma parte natural do processo.

Uma palavra da Alma

Seja qual for o método, "a terapia que combina com você" é a melhor terapia. O mais importante é o primeiro passo de decidir buscar ajuda. A Alma torce pela sua coragem.

#CBT
#DBT
#ACT
#심리치료
#비교
Ad

Mais conteúdos relacionados

‘Stress’ Confira outros conteúdos desta categoria.

Este conteúdo não substitui orientação médica profissional. Se você tiver sintomas graves, procure sempre a ajuda de um profissional de saúde mental.